Sim, eu faço Jejum Intermitente!



Um dos maiores mitos da história da medicina é a história da necessidade de comer muitas refeições pequenas ao longo do dia. Estudos mostram que comer de 3 em 3 horas é um mito e não há vantagem em comer refeições pequenas com mais frequência.

O jejum intermitente é atualmente uma das tendências de saúde e fitness mais populares do mundo.
As pessoas se utilizam desta técnica para perder peso, melhorar a saúde e simplificar o seu estilo de vida saudável.

Muitos estudos indicam que o jejum pode ter efeitos poderosos sobre seu corpo e cérebro, e pode até mesmo ajudá-lo a viver mais.

O jejum intermitente (JI) é um termo usado para nomear um padrão alimentar que se alterna entre períodos de jejum e alimentação.

Nós já fazemos jejum durante o sono. Então, o jejum intermitente pode ser tão simples quanto prolongar esse jejum um pouco mais. Você pode fazer isso pulando o café da manhã, comendo sua primeira refeição ao meio-dia e sua última refeição às 20:00.

Fazendo isso, você este em jejum por 16 horas todos os dias e restringe a sua alimentação a uma janela alimentar de 8 horas (período do dia em que você pode comer). Esta é a forma mais popular e simples de jejum intermitente, conhecido como o método 16/8.

Nenhum alimento é permitido durante o período de jejum, mas você pode beber água, café, chá e outras bebidas não calóricas (sem adicionar açúcar ou adoçantes, é claro).

Há outras variações de Jejum Intermitente além do exemplo acima, mas pessoalmente, acho o método 16/8 mais simples e mais fácil de manter. Muitas pessoas não sentem fome pela manhã e conseguem pular o café da manhã naturalmente.

Ao jejuar, os nossos níveis de açúcar no sangue caem significativamente e também a insulina. Há ainda o aumento no hormônio do crescimento (isso tem benefícios para perda de gordura e ganho muscular, entre vários outros benefícios)

Yoshinori Ohsumi, ganhador do Nobel de medicina deste ano, identificou que o jejum faz com que suas células se “comam”. Ou seja, os benefícios de jejuar vão muito além do regime e emagrecimento.

A privação de alimentos de forma controlada ativa os mecanismos de autodefesa das células que garantem a elas mais longevidade. Isso traz benefícios para o organismo.

Quando jejuamos, as células do corpo iniciam um processo de “remoção de resíduos” celular chamado autofagia. Esse processo pode, até mesmo, proporcionar proteção contra várias doenças, incluindo câncer e doença de Alzheimer.

Mas atenção, se a privação de nutrientes durar muito tempo, os efeitos passam a ser negativos. Isto porque a célula pode começar a degradar também os seus componentes bons, e não somente os ruins.
Neste sentido, já há indícios que apontam o jejum de 12 e no máximo 24 horas como benéficos.

Durante o jejum, é essencial manter o consumo de água, para que seu corpo não sofra com aumento da pressão arterial ou desidratação.

E não adianta fazer Jejum de um dia e esperar resultados. Para garantir o aumento da expectativa de vida a longo prazo, o jejum precisaria ser feito de forma periódica.

No entanto, se você apresenta alguma condição médica (diabetes, pressão arterial baixa, grávida, amamentado, etc.)  é importante se consultar com seu médico antes de tentar jejum intermitente.

 O jejum intermitente é perfeitamente seguro. Não há nada de “perigoso” em não comer por um tempo se você estiver saudável e bem nutrido em geral.

Quanto a prática de exercícios físicos em jejum, foi comprovado em pesquisas que exercícios físicos feitos em jejum são realmente benéficos para a saúde. Mas, nem todas as pessoas podem usar esse método (antes é recomendável que você consulte seu médico para ele avaliar sua condição de saúde).

Ao aliar o jejum com os exercícios físicos, você possibilita que as gorduras corporais armazenadas fiquem mais acessíveis para serem utilizadas como energia, facilitando a perda de peso. 

Mas não pense que somente o jejum com exercícios é o bastante para manter a saúde e o peso controlado. É preciso também manter a reeducação alimentar.



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