Estimular a gordura no fígado de animais é uma coisa antiga. A iguaria conhecida como foie gras é o fígado gorduroso de um pato ou ganso. Os gansos desenvolvem naturalmente grandes fígados gordurosos para armazenar a energia durante a preparação para a longa migração que terão pela frente. Hoje provocam o fígado gorduroso com apenas dez a quatorze dias de super-alimentação: uma super carga de carboidratos que provoca altos níveis de insulina e propicia o desenvolvimento do fígado gorduroso.
Como um ser humano pode ter gordura no fígado em apenas 3 semanas:
Um consumo elevado de carboidratos refinados por dia provoca o excesso de insulina que impulsiona a produção de nova gordura. Se isso ocorre de forma muito rápida, esta gordura se acumula no fígado. Eis que em pouco tempo, surge a doença hepática gordurosa.
A boa notícia é que o fígado gorduroso é um processo completamente reversível. Esgotar o excesso de glicose do fígado e permitir que os níveis de insulina voltem ao normal, faz com que o fígado retorne ao normal. A hiperinsulinemia leva à produção de novas células de gordura (DNL), que é o principal fator determinante da doença hepática gordurosa, e os carboidratos na dieta são muito mais sinistros do que a gordura ingerida.
A alta ingestão de carboidratos pode aumentar em 10 vezes a produção de gordura, enquanto que o consumo elevado de gordura, com a ingestão inversamente proporcional de poucos carboidratos, não altera a produção de gordura hepática de forma notável. “Em 1977, as diretrizes dietéticas recomendaram que as pessoas ingerissem menos gordura e comessem mais carboidratos, como pão e macarrão, aumentando drasticamente a insulina. Mal sabíamos que estávamos, basicamente, fazendo o foie gras humano.”
Fonte: Dr Jason Fung


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