Amendoim pode ou não pode?



Vale a pena se informar antes de excluir ou sair consumindo aos montes.

Amendoins pertencem ao grupo das leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja) e não ao das “nuts” (castanhas, amêndoas, nozes, etc) como as pessoas costumam pensar.

Ele é rico em gorduras e proteínas e possui um baixo teor em carboidratos – composição muito boa, principalmente para os que fazem Low carb!

O principal tipo de gordura do amendoim é o ômega 6 – gordura importante que precisamos obter a partir dos alimentos.

O problema é que via de regra a nossa população já consome uma quantidade excessiva de ômega 6 (boa parte dele costuma vir dos óleos vegetais refinados, como de soja, milho, canola, que já deveríamos ter abolido da nossa vida há bastante tempo).

O alto consumo de ômega 6 comparado ao de ômega 3 (encontrado em maior quantidade em alguns peixes gordos, além de linhaça e chia) leva o nosso corpo a um estado mais inflamatório e mais predisposto a doenças. Além disso, assim como as outras leguminosas, o amendoim é rico em ácido fítico (um "anti-nutriente" que impede a absorção de alguns minerais) - Por tudo isso o consumo de amendoim (e seus derivados como a pasta ou manteiga de amendoim) deve ser comedido.

Outro fator a ser considerado que justifica a moderação no consumo é a facilidade de contaminação desse alimento por um mofo que pode ter um efeito bem hepatotóxico (a formação de aflatoxina por esses mofos pode aumentar a propensão a um câncer no fígado, por ex). Se você é do tipo de pessoa que não vive mais sem pasta de amendoim todo santo dia, cabe alternar essa pasta com outras feitas de nuts.


A ideia é apenas não “abusar” desse alimento todo dia: variedade é a alma da Nutrição saudável! 

(Fonte: @nutripaulamello)

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